sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Época Negocios

http://epocanegocios.globo.com/ImageShow/0,,213386,00.jpgRoger Agnelli, presidente da Vale, afirma que sua permanência no comando da companhia está nas mãos dos acionistas. Em entrevista exclusiva na edição de fevereiro de Época NEGÓCIOS, que chega às bancas nesta quarta-feira, Agnelli falou sobre os rumores a respeito de uma possível sucessão na maior empresa privada do Brasil, mas evitou dizer se permanece ou não à frente da organização. “Sou passivo nessa história, a decisão é dos acionistas ”, disse Agnelli ao editor-executivo Darcio Oliveira.


Agnelli diz ter apoio de todos os conselheiros da Vale, relembra sua carreira no Bradesco (que faz parte do bloco de controle da companhia por meio da Bradespar) e apresenta os melhores resultados da história da empresa. Em dez anos sob seu comando, a Vale viu seu valor de mercado saltar de US$ 7 bilhões para US$ 176 bilhões. Apesar do bom desempenho, há indícios de que o mandato do executivo, que se encerra em maio, poderá não ser renovado. Um dos motivos seria a perda de apoio político que Agnelli vem enfrentando nos últimos dois anos. Tudo começou com a demissão em massa no auge da crise financeira internacional e com o congelamento de investimentos considerados prioritários pelo ex-presidente Lula.

Na entrevista, Agnelli nega que tenha se indisposto com políticos. “Não briguei com ninguém. Talvez tenham brigado comigo”, afirma. Mesmo assim, o executivo parece trabalhar na reabertura de canais de comunicação com o PT. Já se reuniu com os ministros Antonio Palocci e Guido Mantega e pediu conselhos ao ex-ministro José Dirceu. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário